Friday

V/A - "Círculo De Fogo #3 Pulsar"

V/A - "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR"

Data De Edição: 13/10/2007
Visitem http://www.circulodefogo.com/ e façam o download (gratuito & autorizado) da compilação on-line "CÍRCULO DE FOGO #3 PULSAR".Contém 18 bandas portuguesas, direccionadas para as várias tribos do metal, do rock, do punk, do hardcore, do gótico e do progressivo: Assemblent, BlackSunRise, Bulldozer, BudHi, Drakkar, Dr. Zilch, Ethereal, Forgotten Suns, Millennium, Morbid Death, Namek, Painted Black, Prison Flag, Skypho, The Fire, Theriomorphic, Vittrah, Witchbreed.

Wednesday

METAL HEAVEN

The Steve Grimmet Band – Personal Crisis (2007) – Metal Heaven
Este é o novo projecto de Steve Grimmet, conhecido pela sua única e poderosa voz, e por ter feito parte de bandas como Grim Reaper (3 discos), Onslaught (um disco) e Lionsheart (um disco). Nesta nova aventura Grimmet alia-se a Ian Nash (Lionsheart), Ritchie Walker e Pete Newdeck (The Shock, Paul Di’Anno). Hard ‘N’ Heavy poderoso mas muito melódico com reminiscências da década de 80 e algum AOR é o que esta Steve Grimmet Band nos apresenta em cerca de 50 minutos divididos em 11 faixas. Riffs fantásticos, solos deslumbrantes, melodias e coros cativantes, secção rítmica poderosa e segura e, claro, a voz exemplar de Steve Grimmet. O disco foi produzido por Dennis Ward (Pink Cream 69) e Pete Newdeck. Há ainda a salientar participações especiais de Eric Ragno (teclas, Jeff Scott Soto) e Carsten Schulz (Evidence One). Um dos melhores discos de Hard Rock / AOR / Heavy Metal melódico que ouvi nos últimos anos. Aconselha-se tanto aos fãs da velha guarda como aos mais novos aliados do som eterno. 95% http://www.metalheaven.net/

Road To Ruin – Road To Ruin (2007) – Metal Heaven
RIIR é um novo projecto do guitarrista Lars Chriss (Lion’s Share) e do baixista / teclista Sampo Axelsson (Glenn Hughes, Lion’s Share). A estes juntaram-se posteriormente Thomas Broman (Electric Boys, Glenn Hughes, Audiovision, Hughes Turner Project, John Norum) na bateria e Matti Alfonzetti (Skintrade, Jagged Edge, Alfonzetti) na voz. A ideia principal era utilizar as ideias que tinham que não cabiam nos Lion’s Share (mais numa linha Heavy Metal), e que eram mais direccionadas para o Hard Rock dos 70s e 80s, na linha de bandas como Rainbow, Thin Lizzy, Whitesnake, Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath. A estreia homónima está aí e contém 9 temas de Hard Rock duro, balançado e com algum peso mas sempre com muita melodia. Tem bons riffs e solos de guitarra, melodias e refrões cativantes, uma secção rítmica segura e uma voz melódica mas com uma certa aspereza necessária ao estilo. Não é o melhor disco do estilo dos últimos anos, mas destaca-se de tantos outros que vão sendo editados hoje em dia. Destaco temas como “The Only One”, “Face Of An Angel”, “Pleasure And Pain” ou “Walk The Line”. Para os fãs do Hard Rock mais tradicional e das bandas já mencionadas. 70% http://www.roadtoruin.org/

Vengeance – Same/Same… But Different (Alive) (2007) – Metal Heaven
Este veterano quinteto Holandês já deu muitas cartas na cena Hard Rock Europeia e mundial nos seus 24 anos de existência. Quem gosta deste tipo de Hard Rock mais tradicional e melódico já os deve conhecer com certeza; quanto ao resto do pessoal, bom, a banda também não é das mais populares, sendo mais uma banda de culto que uma banda de massas, mas esta é uma boa oportunidade para os ficar a conhecer. “Same/Same... But Different” foi gravado na sua última digressão Europeia com Axel Rudi Pell e Sinner. Os Vengeance fazem aqui uma espécie de “best of”, incluindo temas clássicos como “Arabia” ou “She Is The Woman” alternados com material do seu mais recente disco de estúdio “Back In The Ring”. A mistura foi feita por Michael Voss (Mad Max, Voices Of Rock). Apenas para os aficionados do estilo e nomes como AC/DC, Thin Lizzy, Deep Purple, Europe, Saxon, etc. 70% http://www.vengeanceonline.nl/ / www.myspace.com/vengeancebackinthering

Empire – Chasing Shadows (2007) – Metal Heaven
Este é já o 4º disco do projecto Empire do guitarrista Alemão Rolf Munkes. A banda mantém-se quase a mesma com Munkes, o baixista Neil Murray (Ex-Gary Moore, Ex-Black Sabbath, Ex-Whitesnake) e o baterista Mike Terrana (Rage, Masterplan, Axel Rudi Pell, etc), com a excepção de já não estar no micro Tony Martin (ex-Black Sabbath) mas sim outro dotado das cordas vocais, Doogie White (ex-Ritchie Blackmore's Rainbow, Yngwie Malmsteen, Cornerstone). “Chasing Shadows” é a continuação lógica de “Raven Ride”, um disco que já me havia agradado imenso (deve haver um crítica por aí algures). Excelentes riffs, melodias cativantes, solos fantásticos, uma voz soberba e, nem se devia referir, pois devia estar implícito, uma secção rítmica irrepreensível! O disco foi produzido pelo próprio Munkes nos seus Empire Studios e inclui 10 temas em pouco mais de 48 minutos plenos de Hard ‘N’ Heavy com bases tradicionais mas com um som moderno. Irá com certeza agradar tanto a fãs da velha guarda como aos mais novos. 85% www.myspace.com/empirerocksyou

RDS

METAL BLADE RECORDS

The Black Dahlia Murder – Nocturnal (2007) – Metal Blade Records
Mais um disco de estúdio para os prolíficos The Black Dahlia Murder. Há que aproveitar enquanto está dar! Neste novo “Nocturnal” a banda deixa para trás alguns dos seus trejeitos Metalcore para abraçar uma sonoridade vincadamente Death / Black. É o que está a acontecer com a maioria das bandas do famigerado género, deixam para trás a fusão Metal / Hardcore, a qual já está a morrer em termos de popularidade, para redireccionarem a banda para outros campos mais específicos (Hardcore mais puro, Thrash, Death Metal mais brutal ou Death melódico linha escandinava, etc). O resultado final não é lá muito satisfatório, oferecendo-nos os TBDM 10 novos temas em cerca de 35 minutos do mais básico Death Metal com trejeitos Black e ainda alguns apontamentos mais melódicos e uns toques de Hardcore. Sabem tocar? Sim, sem dúvida. E o álbum está com um som fantástico. Mas e a originalidade? Ou, pelo menos, algo com mais substância. Lá nos USA pode até ser um “must” para os putos mas aqui na Europa, a cosia não pega. Não é que seja mau de todo mas, tendo em conta o seu trajecto, discos anteriores, enquadramento na dita cena já moribunda em particular e no cenário pesado em geral… deixa muito a desejar! E se tivermos ainda em conta o sucesso que a banda está a ter e a forma como a Metal Blade os está a tentar vender… Como se costuma dizer, estão-nos “vender gato por lebre”. Não que eu goste também muito de lebre mas sempre é melhor que o desgraçado do felino que foi atropelado nas traseiras do restaurante! 50% http://www.metalblade.de/ / http://www.myspace.com/blackdahliamurder

Demiricous – Two (Poverty) (2007) – Metal Blade Records
Mais uma banda vinda dos USA, mas esta com uma orientação mais old-school para a sua música. Este é já o segundo disco, depois de “One (Hellbound)”. A estreia era boa sim, mas nada de mais, apenas uma cena retro destinada a agradar os fãs da velha escola, eu incluído. Mas este novo trabalho está soberbo, muito melhor que o anterior. Ao todo são 12 novos temas debitados em 40 minutos (a típica duração dos álbuns de antanho, a capacidade de um vinil). Thrash Metal da velha escola dos 80s com toques de crossover e Death Metal da Florida de inícios da década de 90 e alguma atitude e crueza sonora do punk / core / crust da mesma altura. Riffs, melodias, solos, secção rítmica, voz, está tudo soberbo. Juntem no mesmo saco Slayer, Sepultura, Kreator, Nuclear Assault, DRI, Ratos De Porão, Napalm Death, Malevolent Creation, Demolition Hammer, Entombed, Amebix, Discharge, etc, e têm uma ideia deste 2º capítulo dos Demiricous. A isso aliem a produção exemplar do produtor Erik Rutan (Cannibal Corpse, Through The Eyes Of The Dead, Nile, Cellador) e têm uma bomba de “Street Metal” (como a banda denomina a sua sonoridade). 95% http://www.metalblade.de/ / http://www.demiricous.com/ / www.myspace.com/demiricous

Paths Of Possession – The End Of The Hour (2007) – Metal Blade Records
O anterior disco dos Paths Of Possession, “Promises In Blood”, havia-me agradado imenso. Death Metal melódico com influências da cena Sueca e algum Heavy Metal mais tradicional. A linha continua a mesma neste “The End Of The Hour” mas o resultado final não é tão satisfatório como na proposta anterior. Mas não deixa de ser um óptimo disco de Heavy / Death melódico! No que diz respeito à parte lírica, este é um disco conceptual sobre os horrores surreais que um homem experimenta na guerra, na morte e no além e que o inserem numa espécie de estado de semi-Deus que pode ter a capacidade de consumir a vida tal como a conhecemos. Mais uma vez a banda trabalhou com Erik Rutan (Hate Eternal, Cannibal Corpse, Goatwhore, Nile, Through The Eyes Of The Dead) e a materização ficou a cargo de Alan Douches (Nile, Sepultura, Mastodon). Para quem já conhece, é mais do mesmo, para quem não conhece ainda, é uma boa forma de verificar a sonoridade da banda e outra vertente de George “Corpsegrinder” Fisher dos Cannibal Corpse (também vocalista deste Paths Of Possession). A 11º faixa não está listada no disco e parece-me ser uma cover, alguém consegue descortinar alguma informação acerca disto? 70% http://www.metalblade.de/ / http://www.pathsofpossession.com/ / www.myspace.com/pathsofpossession


RDS

PEOPLE LIKE YOU RECORDS

Mad Sin – 20 Years In Sin Sin… (2CD, 2007) – People Like You
Como o título indica, este duplo disco marca a celebração dos 20 anos de pecado dos Germânicos Mad Sin. O primeiro CD inclui 13 temas de estúdio, entre os quais 6 temas novos e alguns B-Sides. No segundo CD temos uma gravação ao vivo em Hollywood, na sua digressão norte-americana no ano passado, além de dois vídeos ao vivo no Full Force 2006 na Alemanha. O primeiro CD peca pela sua curta duração, apenas 37 minutos, o que é pouco para 20 anos de actividade e diversos discos de estúdio. No segundo CD temos então a vertente ao vivo da banda, bem mais selvagem que em estúdio, mas aqui soa sobre-produzida (a gravação foi feita por Moses Schneider, produtor dos Beatsteaks) e com o público a soar exagerado (adicionado posteriormente em estúdio como habitualmente nos discos ao vivo?). Quanto aos dois vídeos, esses já nos dão a verdadeira essência “live” dos Mad Sin; alto, rápido, selvagem, cru. Se a parte áudio fosse assim… No geral, é uma boa forma de celebrar 20 anos de psychobilly / punk / rock ‘n’ roll mas, se o disco de estúdio incluísse mais temas e o disco ao vivo soasse mais “verdadeiro” (nem que o som fosse mais cru), então seria perfeito. De qualquer modo, os fãs vão gostar e, para quem não conhece, é uma boa forma de entrar no mundo Mad Sin. 75% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.madsin.de/ / www.myspace.com/madsin / http://www.destiny-tourbooking.com/

Peter Pan Speedrock – Pursuit Until Capture (2007) – People Like You
Novo trabalho para este trio Holandês de speedrock. Já lá vão 7 álbuns (a contar com este) desde 1997. Em pouco mais de meia hora este power-trio debita 12 novos temas (e uma versão de “Sick Boy” dos GBH) de rock ‘n’ roll / rockabilly / punk / hard rock / speedrock bem alto, rápido, agressivo, sujo e cru. O som está limpo e nítido mas com aquela aspereza necessária ao género, alto e potente, cortesia do senhor Tomas Skogsberg, na Suécia. Já tinha ouvido falar da banda antes, mas ainda não tinha tido um contacto directo com a sua música, e este disco despertou-me o interesse para o seu fundo de catálogo. Nada de novo por aqui, apenas mais do mesmo, rock ‘n’ roll com raízes na velha escola. E isso é mau? Não, muito pelo contrário. Rock ‘N’ Roll up your ass! Para fãs de nomes como Ramones, Vibrators, Sex Pistols, Kiss, Motorhead, Zeke, Psychopunch, Jon Spencer Blues Explosion, Hellacopters, Gluecifer, Therapy?, entre outros. 80% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / http://www.peterpanspeedrock.nl/

Mad Marge And The Stonecutters – Liberated! (2007) – People Like You
Porque é que todas as vocalistas de bandas de Psychobilly soam como a Gwen Stefani (ex-No Doubt)? Não é que isso seja necessariamente mau, mas já é muita coincidência. Bem, pelo início da minha crítica já ficaram a saber duas coisas, que se trata de uma banda de Psychobilly (a meio-tempo) e que tem uma mulher na “frente de batalha” (a Mad Marge). Este é o terceiro disco para a banda, o primeiro para a PLY. Contém 11 temas em cerca de 37 minutos. Não é do mais original que já se ouviu no género, até porque isso é difícil, mas o que fazem, fazem-no bem. Pode é tornar-se um pouco monótono para quem não gosta muito do género ou para quem procura algo diferente ou inovador na cena Psychobilly. Para fãs de HorrorPops, Thee Merry Widows, The Living End, Beatsteaks, Mad Sin e até mesmo No Doubt (nos seus melhores momentos). 70% http://www.peoplelikeyourecords.com/ / www.myspace.com/thestonecutters

RDS